Minhas referências musicais e literárias


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Bandas de rock & projetos eletrônicos


Passado, presente e futuro se misturam em uma mesma concepção, desvanecendo a linha do tempo. Minhas referências para produzir as músicas são variadas e sempre em evolução. Tenho como base o rock nacional brasileiro e post-punk dos anos 80, o eletrônico underground dos anos 90 e generos atuais como Breakbeat, Dubstep, Future Jungle, Techno, Downtempo, Deep Trance, Dub, Stepper e Dub Techno - sempre com paixão pelo underground e pelo som alternativo. A literatura tem grande importância neste papel. Adiciono também as minhas experiências de vida e minhas observações - aliás, eu sou um eterno observador nesta vida, e eis então, a composição do Transdutor.

::::::::::::::::::::::::: ROCK BRASIL 80 :::::::::::::::::::::::::


Presenciei os anos 80. Muito som alternativo tocava no mainstream. Muitas bandas são referências para mim no sentido de transmitir mensagem e intensa energia em suas performances nos palcos. Eis algumas:

BANDA 365: Banda considerada como Rock Combate, esse grupo, mais do que o sucesso radiofônico "São Paulo", trouxe músicas, estilo, letras e poesia com muita garra. Canções como "Futuro", "Canção para Marchar", a versão de "Grândola, Vila Morena", "Nunca Mais Seremos Os Mesmos", "Só as Armas não Fazem a Revolução" são algumas que mostram a força deste grupo.

BANDA IRA: Curto muito essa banda desde a sua origem. Um som rock mod pulsante. Seus álbuns tinham uma energia juvenil tão intensa que eu sentia isso em cada póro durante a minha adolescência! Hoje eles trilham pelo rock e pelo folk e suas letras são incríveis. Grande inspiração.

Há outras bandas que direta ou indiretamente me inspiram como por exemplo, Plebe Rude e o seu som contestador, a psicodelia do Violeta de Outono. Cito também Legião Urbana com os seus 3 primeiros álbuns, banda Varsóvia, grupo Kafka (1º disco), Voluntários da Pátria, Os Paralamas (álbum Selvagem), além de muitas bandas post-punk da época (gringas e nacionais).

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::::::::::::::::::::::::: UNDERGROUND 90 :::::::::::::::::::::::::


No início dos anos 90 a experimentação definitivamente tomou conta no mundo da música devido ao aprimoramento de novos equipamentos de manipulação de som como o sampler, a bateria eletrônica e os sintetizadores. Com isto, acompanhei via rádio a explosão de gêneros como Acid House, Techno, Trance, House Music, Swing Rap, Hard Core Techno, Jungle, Breakbeat e Hip House. Sim, através do rádio - a internet da época - eu pude conferir muita coisa louca! DJs como Jose Roberto Mahr e Ricardo Guedes foram os pioneiros em nos presentear com o underground eletrônico em seus programas e é claro, isso mexe com você totalmente. Eis três projetos que me inspiram até hoje:

THE PRODIGY: Desde o início acompanho esse grupo quando o Hard Core Techno ou o UK Hard Core dominava a cena inglesa. Batidas viscerais, energia selvagem no palco, underground até o ossso. Inspiração para as minhas apresentações.

ALTERN 8: Quando vi essa dupla coberta por capas industriais e mascara anti-gás armada de sintetizadores no palco em uma foto de jornal, eu simplesmente PIREI! Pensei: "uau, isso é louco demais!" Suas músicas são sensacionais, todas hi-energy e o que é tremendamente inspirador. O visual deles prova que música pode e vai além da sonoridade. É imagem, é mensagem, é conexão, é símbolos que cativam o público.

BOMB THE BASS: Curto demais os trabalhos do produtor Tim Simenon. Na época do lançamento do disco Into the Dragon, sua sonoridade era única e envolvente, até eu descobrir que o disco era quase todo feito de samples e recortes musicais. Deve ser aí que eu tenho este artista como grande referência também: fazer recortes, samplear, remodelar e entregar uma assinatura sua! Afinal, essa é minha atuação. Manipular meu som, recortar trechos e transmutar o som junto com a minha voz no palco.

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Mais estilos musicais

Outros gêneros


Como citei, os tempos se misturam, e nostalgia é só um fragmento da minha produção. Eis aqui uma lista de gêneros musicais que me influenciam e servem de composições para novos álbuns:

- Dubwise DnB & Future Jungle: (Amo esses dois estilos!) Dubwise DnB, um estilo jungle mais minimalista e cadenciado com muitos elementos de dub e reggae e Future Jungle, um som jungle ou rave music na cadência 140 bpm. Incontáveis sábados à tarde foram os quais eu ouvia estes ritmos no volume máximo em frente em casa!

- Dub e Stepper: Dub é excelência em si. Permite muita experimentação. Vindo dos anos 70, hoje com a digitalização, o gênero transcende gerações e gerações. E o estilo Stepper (um mix de house 4x4 com dub e reggae) é outro petardo que ganha força no meu projeto.

- Breakbeat & Dubstep: gêneros fortes que permitem intensidade. Misture isso com as minhas letras e você terá pura energia nas apresentações! As tracks Psicanalista e Sonho & Devaneio representam bem essa pegada.

- Chillwave e Gothic: são duas linhas musicais que curto e me inspiram a escrever temas mais introspectivos, inclusive em forma de crônicas. A banda A Última Dança na formação inicial com Fabio Souza (programação) e Roberto Avelar (Vocais) me cativou intensamente. Destaque para a música "A Dança do Tempo"!

- Mais estilos que indiretamente me influenciam são ambient house, deep trance, ragga-jungle além de dub techno e downtempo pela introspecção proporcionada. Ultimamente, ouço muito a banda Sepultura da época do álbum Roots em busca de groove attack. Enfim, hoje esses sons rodeam o meu mundo, não consigo citar todos. Tudo depende do meu estado de espírito do momento - mas eu estou sempre vasculhando sons do passado e também novidades em uma eterna busca pelo som alternativo.

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Literatura

Ótima fonte de inspiração!


A literatura faz parte da minhas referências também! A literatura abre sua mente, enriquece o seu vocabulário e flexibiliza o seu pensamento. Gosto de psicologia social  mas sem obstinar pelo assunto. Afinal, precisamos de realidade e precisamos também de sonhos para continuar nossa caminhada. Só uma face da moeda o torna preso - e tudo que eu desejo é ser livre. Livre não "de alguma coisa" e sim, livre para... para realizar a minha vida, para manifestar os meus sonhos, para fazer amigos, para conhecer novos mundos. Leio assuntos relacionados sobre Carl Jung, Freud, Nicolas Teslas, Buda, Jesus Cristo. Gosto dos textos do Osho. Aprecio Baltazar Gracián, Sócrates, gosto muito do futurológo Alvin Toffle, do escritor Peter Drucker e site interessante como A Mente é Maravilhosa, além de literatura clássica como Odisséia, Prometeu, Admirável Mundo Novo, etc. Apaixonei-me também pela sabedoria oriental - vinda da antiga China, do Japão e do Tibet. Leio assuntos relacionados sobre sabedoria e ensinamentos como o Tao e Contos Zen, nos quais, foram peça-chave para compreender melhor o meu comportamento! Levaram-me à claridade!

Aprendi muito sobre os mestres antigos e todos aqueles que investigam a natureza humana - eles me inspiram muito. Atualmente, leio alguns livros de poesia brasileira e portuguesa para desenvolver a escrita. Curto muito quadrinhos também (produzo revistas e histórias ora assinando como André Martines ora como Transdutor) e adoro os traços dos artistas Moebius, Massimo Rotundo, Carl Barks (desenhista da Disney), Robert Crumb, Angeli, Laerte e das estratégicas de produção dos estúdios Mauricio de Sousa.

Quanto às minhas letras, elas, na verdade, são cartas pessoais - nas quais conto as minhas experiências. Quer seja na música, nas letras ou nos desenhos, expressar é o sentido que eu tanto procuro. Transdutor é isso! Sempre evoluindo e aprendendo, e seguindo a minha jornada, sem fim sem começo - assim na vida, assim no universo...

"Se você deseja uma mudança em sua vida, olhe primeiro para as suas crenças. Antes mesmo dos seus sentimentos, pensamentos e emoções!" (Transdutor)